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Let there be Rock, quarto álbum de estúdio do ac/dc completa neste 21 de março os 42 anos de seu lançamento na austrália, cerca de quatro meses depois ele seria lançado internacionalmente. gravado entre os meses de janeiro e fevereiro de 1977 no albert studios, de sydney, o disco é resultado de uma decisão tomada entre os irmãos malcolm e angus young de explorar ao máximo a energia de suas guitarras, o que resultou no trabalho mais explosivo já lançado pela banda.

Uma combinação de sonoridades eletrizantes dão a intensidade desse álbum. as bases do baixista mark evans, que faria seu último trabalho com os caras, ao lado do baterista phil rudd são precisas. o vocal de bon scott se encaixa perfeitamente em letras criadas para mostrar como a banda teve que trabalhar duro para alcançar o sucesso. essas são algumas das características que tornaram o disco incomparável e podem ser sentidas logo de cara na abertura com “go down” e “dog eat dog”, na faixa-título essas qualidades ficam ainda mais claras.

Esse é um álbum que não deixa espaço para o ouvinte recuperar o fôlego do ataque violento dos irmãos young. “bad boy boogie” e “overdose” mostram investidas eletrizantes de guitarra que marcariam a sonoridade visceral imposta pelo ac/dc.

As faixas que encerram o disco são tão fortes que tornaram-se marcas registradas da banda. “hell ain’t a bad place to be” e “whole lotta rosie” mostram toda a atitude, interpretação e energia dos caras que participaram dessa obra-prima.

Mais de quatro décadas se passaram e o recado impresso pelo ac/dc em let there be rocké que a música para ser verdadeiramente excitante, precisa ser forte, contundente e ousada.

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